Estudo com laser de CO₂ da Medical San é publicado na Revista Brasileira de Coloproctologia

Pesquisa clínica nacional analisa uso do equipamento Hegon no tratamento de hemorroidas e aponta baixos níveis de dor no pós-operatório

Um estudo clínico sobre o uso do laser de CO₂ Hegon, desenvolvido pela Medical San, foi publicado na Revista Brasileira de Coloproctologia, periódico oficial da Sociedade Brasileira de Coloproctologia. A entidade reúne a segunda maior sociedade da especialidade no mundo, e a revista é considerada a principal publicação científica da área no Brasil.

A pesquisa foi conduzida pelo médico coloproctologista Dr. Marllus B. Soares e analisa os resultados iniciais do uso do laser de CO₂ no tratamento de hemorroidas, condição que afeta milhões de brasileiros e que, historicamente, está associada a procedimentos cirúrgicos com pós-operatório doloroso e recuperação prolongada. Segundo o pesquisador, a publicação do estudo em um periódico científico da especialidade tem peso institucional e acadêmico. “A Revista Brasileira de Coloproctologia é a revista oficial da sociedade brasileira da área, o que torna a publicação deste estudo algo de extremo valor científico”, afirma.

De acordo com o autor, os dados iniciais apontam baixos níveis de dor no pós-operatório e retorno precoce às atividades do cotidiano. “Sem dúvidas, esses foram os achados que mais chamaram a atenção. Isso representa uma mudança importante no pós-operatório da cirurgia de hemorroidas, que por muito tempo foi sinônimo de sofrimento para o paciente”, diz Soares.

O médico avalia que os resultados observados indicam uma possível mudança na abordagem do tratamento da doença. “A hemorroida é uma condição muito prevalente, e o tratamento cirúrgico sempre gerou medo e insegurança. Os achados iniciais abrem espaço para avançarmos em novos estudos prospectivos e comparativos entre essa técnica e as técnicas tradicionais”, afirma.

O estudo utilizou um equipamento desenvolvido e fabricado no Brasil e integra uma pesquisa clínica nacional. Para o pesquisador, a disponibilidade de tecnologia nacional e o suporte da indústria foram determinantes para a realização do trabalho. “A Medical San fabrica um dos melhores aparelhos de laser de CO₂ do mercado, com tecnologia nacional. Havia a necessidade da pesquisa clínica, e a empresa deu suporte total. Trata-se de uma pesquisa brasileira, com tecnologia 100% nacional”, diz.

Entre os desafios do estudo, Soares aponta a fase de planejamento e a necessidade de romper com práticas consolidadas. “Pensar fora da caixa não é simples e, muitas vezes, não é bem aceito por colegas mais antigos. Toda nova técnica cirúrgica precisa passar por um período de maturação. Precisamos dar espaço à ciência, e não aos achismos”, afirma.

Segundo o pesquisador, a versatilidade do equipamento e o próprio processo físico do laser de CO₂ contribuíram para os resultados observados. “O Hegon é um aparelho muito versátil, mas, neste trabalho, o que se destaca é o processo físico do laser de CO₂ associado a uma tecnologia desenvolvida no Brasil”, diz.

Na avaliação do médico, os achados indicam que o uso do laser tende a se expandir na rotina da coloproctologia. “Acredito que seja uma questão de tempo e treinamento. O uso do laser exige capacitação adequada, mas estamos vivendo um ponto de virada na proctologia”, afirma. Ele compara o momento atual ao início da disseminação da laparoscopia. “É semelhante ao que ocorreu nos anos 1990, com procedimentos menos invasivos e recuperação mais rápida para os pacientes.”

Para Soares, a relevância do estudo está ligada ao fato de ser uma pesquisa clínica nacional e ao potencial de servir como base para novos trabalhos. “Este estudo pode ser utilizado como referência para pesquisas mais profundas sobre o uso do laser de CO₂ na coloproctologia brasileira”, afirma.

Os detalhes técnicos do equipamento podem ser consultados em https://www.medicalsan.com.br/tecnologias/hegon/

Confira mais