Um grupo de 11 alunos da especialização em harmonização orofacial (HOF) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) visitou a sede da Medical San, em Estrela (RS), nos dias 4 e 5 de maio. A comitiva contou ainda com dois professores, sendo um da área de odontologia e outro de física.
A UFRJ foi a primeira universidade brasileira a oferecer especialização em HOF. Durante a visita, o Centro Técnico da Medical San conduziu um workshop com atividades teóricas e práticas, incluindo treinamento hands on com equipamentos da empresa. Foram apresentados aos alunos os dispositivos Ultramed Pro, Ultramed MPT, Liftendo, Hegon, Pisom e Ptolomeu.
Segundo a Coordenadora da Especialização em HOF da UFRJ, Dra. Aline Raybolt, a inserção da tecnologia no ensino tem papel relevante na formação dos profissionais. “Na universidade, temos um cronograma de curso e, claro, as tecnologias não podem ficar de fora. A tecnologia surgiu, dentro da HOF, como um braço muito forte, porque tem uma entrega importante de resultado e a questão do down time, que é o tempo de recuperação do paciente. Na maioria dos casos, esse tempo é baixo. Além disso, conseguimos reduzir o tempo clínico. A tecnologia veio como um auxiliar”, afirmou.
A Coordenadora também destacou o impacto econômico e social do uso de equipamentos. “Se você faz um investimento em um equipamento, depois desse investimento o que você vai trabalhando ali é o lucro. Enquanto universidade, isso é interessante, pois trabalhamos, na maioria, para um público que não teria acesso à HOF”, disse.
Sobre a experiência na indústria, Raybolt ressaltou a importância do contato direto com a fabricação. “Qual é o melhor local para que eles entendam a tecnologia, como ela funciona, do que quem está fabricando o equipamento? Todas as dúvidas dos alunos foram respondidas. Nossa visita foi muito importante para a formação dos alunos”, afirmou.
Ela também mencionou a relevância da indústria nacional no setor. “A gente precisa valorizar a tecnologia brasileira. Não é discurso vazio. Eu estou falando como brasileira e como usuária. Você investe em seu país, em profissionais que estão trabalhando e gerando emprego. Para quem está na ponta, é mais fácil trabalhar com uma indústria nacional, porque há acompanhamento, manutenção e assistência técnica”, disse.
A Supervisora de Usabilidade da Medical San, Camila Silva, afirmou que a visita contribuiu para a aproximação entre indústria e academia. “A presença dos alunos e professores fortalece a conexão entre o desenvolvimento tecnológico e a aplicação clínica. Esse tipo de interação abre espaço para projetos de pesquisa conjuntos e também para a prospecção de novos negócios, a partir do contato direto com os equipamentos e com a equipe técnica”, declarou.
Durante a agenda na empresa, a Coordenadora da Especialização também participou de uma gravação do podcast da Medical San, o Medical Business Cast, que está disponível nas plataformas YouTube e Spotify.

